quinta-feira, 20 de maio de 2010
CLEPTO
Cansei de encher os bolsos do patrão
Enquanto ele olha para o outro lado
Eu aproveito e passo a mão
Me obrigou a trabalhar em uma feriado
A ocasião me fez ladrão...
Clepto!
Maníaco!
Hoje eu li no meu zodíaco
Dizia que era para eu roubar
O uso e o mau uso me fazem indignado
O cifrão concentrado embaixo de um só colchão
No meu emprego tu é mal aproveitado
Hora da redistribuição...
Me obrigaram a trabalhar no meu aniversário
Resolvi ganhar uma gratificação
Clepto!
Maníaco!
Hoje eu li no meu zodíaco
Dizia que era para eu roubar
Eu podia estar matando
Eu podia estar pedindo
Eu podia estar politicando
Eu podia estar explorando
Mas não!
Eu estou roubando...
Eu podia estar rezando
Eu podia estar mentindo
Eu podia estar malhando
Eu podia estar sonhando
Mas não!
Eu estou roubando...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
ALEMÓN
Conhecido
Como Alemón e um trago ele gosta de tomar
Não tem dinheiro
Nem é bonito
Ninguém gosta do estilo de sua vida levar
Os seus dentes
Estão caindo
Ao mesmo tempo que o sucesso não lhe deu um lugar
Nós o vemos
Como um fudido
Mas o que ele vê em nós ninguém gosta de pensar
"Só me deixem quieto
No meu canto
Sossegado
Destilando
Os meus próprios pensamenos
Que se foda
O seu jeito
De viver a vida
Vendendo
Seu rabo para ser aceito"
A sociedade
Quer corrigí-lo
Para que um consumidor ele possa se tornar
E ele segue
Clandestino
Vermelho de tão brabo por tentarem o controlar
No seu caminho
Desistindo
Não alcança nada pois ele nem vai tentar
Não tem destino
Escolhe ser solito
Que sua vida miserável até podemos invejar
"Não tenho nenhum saco
Pro seu papo furado
Sobre quem é fulano
E é ciclano
Não quero nem saber
Quem anda com quem
Onde
E nem o que estão fazendo"
terça-feira, 18 de maio de 2010
PASTEL
Saí para comprar pastel e encontrei meu grande amor
Estava parada sozinha em um canto tomando café
Atrapalhado fui ao balcão e engasguei ao pedir um pão
Francês
Quando pensei em lhe falar abriu-se a porta do banheiro
Um tal com cara de idiota e muito dinheiro
Aproximou-se e lhe contou uma lorota
E ela riu
Sai do estabelecimento com a mercadoria errada na mão
E do nada minha vida já não fazia mais sentido
Atravessei a estrada com o peito doído e fui parar
Na redenção
Um velho pipoqueiro viu-me sentado em um banco
Com espanto reparou no meu estado e venho de cara amarela
“O amor não é preto no branco, meu filho limpa logo este pranto
Que assim tu espanta toda a clientela”
Como milho estoura em pipoca a raiva explodiu em meu peito
Eu sei que é este o meu defeito mas não posso me controlar
Espanquei o velho pipoqueiro, roubei-lhe todo o dinheiro
E fui pro bar