terça-feira, 18 de maio de 2010

PASTEL

Saí para comprar pastel e encontrei meu grande amor

Estava parada sozinha em um canto tomando café

Atrapalhado fui ao balcão e engasguei ao pedir um pão

Francês


Quando pensei em lhe falar abriu-se a porta do banheiro

Um tal com cara de idiota e muito dinheiro

Aproximou-se e lhe contou uma lorota

E ela riu


Sai do estabelecimento com a mercadoria errada na mão

E do nada minha vida já não fazia mais sentido

Atravessei a estrada com o peito doído e fui parar

Na redenção


Um velho pipoqueiro viu-me sentado em um banco

Com espanto reparou no meu estado e venho de cara amarela

“O amor não é preto no branco, meu filho limpa logo este pranto

Que assim tu espanta toda a clientela”


Como milho estoura em pipoca a raiva explodiu em meu peito

Eu sei que é este o meu defeito mas não posso me controlar

Espanquei o velho pipoqueiro, roubei-lhe todo o dinheiro

E fui pro bar

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