Saí para comprar pastel e encontrei meu grande amor
Estava parada sozinha em um canto tomando café
Atrapalhado fui ao balcão e engasguei ao pedir um pão
Francês
Quando pensei em lhe falar abriu-se a porta do banheiro
Um tal com cara de idiota e muito dinheiro
Aproximou-se e lhe contou uma lorota
E ela riu
Sai do estabelecimento com a mercadoria errada na mão
E do nada minha vida já não fazia mais sentido
Atravessei a estrada com o peito doído e fui parar
Na redenção
Um velho pipoqueiro viu-me sentado em um banco
Com espanto reparou no meu estado e venho de cara amarela
“O amor não é preto no branco, meu filho limpa logo este pranto
Que assim tu espanta toda a clientela”
Como milho estoura em pipoca a raiva explodiu em meu peito
Eu sei que é este o meu defeito mas não posso me controlar
Espanquei o velho pipoqueiro, roubei-lhe todo o dinheiro
E fui pro bar
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